Espero que gostem da passarada e do blog :)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PEQUENOS PROBLEMAS NA REPRODUÇÃO


Reprodução

Pequenos Problemas na Reprodução
A estação de criação é para os criadores uma fonte de questões e também de problemas. Eis aqui alguns deles referentes aos ovos e aos filhotes no ninho.

O que fazer com os ovos claros?
É normalmente por volta do sexto dia o criador observar se os ovos estão fecundados. Quando não estão, são chamados de "claros".

Deve-se então retirá-los?
Sim, se todos estiverem claros. A fêmea fará então uma outra postura: postura de substituição.
Certos casais, contudo, são capazes de identificar ovos claros. Podem até expulsá-los do ninho. Porém a maior parte dos casais não o fazem. Assim, retirando-se esses ovos evita-se que a fêmea se desgaste por uma incubação inútil. Também ganha-se tempo. É interessante que o criador conserve cuidadosamente um ou dois ovos claros. Podem servir para um outro ninho. Deve-se juntar um ovo claro a uma ninhada pouco abundante de pequenos pássaros. O ovo claro evita que os filhotes novos sejam esmagados acidentalmente. Num ninho, vazio, o ovo claro pode estimular a postura ou, como se verá, constatando-se se um casal não come os ovos.
Se numa postura ocorreu apenas um ovo claro, estando os outros fecundados, deve-se então deixá-lo.

Ovo rachado e ovo furado.
Se um ovo acidentalmente rachado, é possível conservá-lo usando-se cola ou gesso com um pincel. Geralmente, porém, este ovo gora pela contaminação com micróbios. Quando um ovo está furado, isto geralmente acontece devido às unhas muito pontiagudas dos pais. Esse ovo não se desenvolverá. É muito raro que o ovo seja furado por uma bicada; o furo seria muito maior e, frequentemente, quando isso ocorre, o ovo é comido pelos pais. É necessário observar para que as unhas não fiquem afiadas e, se necessário, deve-se cortar suas pontas com uma tesoura antes de iniciar a criação.

É preciso retirar-se os ovos e depois retorna-los ao ninho?
Muitos criadores retiram os ovos que vão sendo postos até o terceiro para então, devolvê-los ao ninho. Os ovos retirados são colocados sobre algodão ou painço e diariamente revirados para se evitar que o embrião cole na casca. Eles fazem isso para conseguir uma eclosão agrupada. É que, frequentemente, o filhote nascido por último fica menor e, assim, essa demora de crescimento pode levar ao abandono pelos pais e à morte. A morte de um filhote pode prejudicar a totalidade deles se o cadáver não for removido.
Os ovos são postos isoladamente: um ovo por dia, e dois dias podem separar o primeiro do segundo ovo. Portanto, as eclosões são agrupadas. Ela pode ocorrer num mesmo dia ou dois dias somente. Na galinha, vinte pintainhos podem eclodir ao mesmo tempo.
Experiência têm mostrado que a fêmea move os ovos regularmente. Isso pode ser verificado pela marcação suave com um lápis. Deslocando-se os ovos ela permite uma incubação regular: os ovos situados na periferia recebem menos calor que aqueles do centro do ninho o que poderia acarretar uma demora no seu desenvolvimento. A fêmea muda então os ovos do centro para a periferia e vice-versa. Alguns casais de aves parecem poder avaliar o grau de desenvolvimento do embrião, seja pelo
equilíbrio do ovo, seja pelos primeiros gritos dos filhotes prestes a nascerem.
A movimentação dos ovos pode ser necessária quando a ninhada chega de 4 a 6 ovos ou mais. Ela tem a finalidade de assegurar a eclosão agrupada. No ovo, o futuro embrião fica admiravelmente suspenso, de tal modo que esteja no alto, sobre a gema. Em seguida as ligações embrionárias protegem o embrião e o sustentam. O embrião pode correr o risco de colar na casca. Num ovo gorado pode-se observar um embrião imperfeito, colado na casca; isto ocorre após a morte do embrião. Ela pode ser acidental (resfriamento), genética (tara) ou microbiana.

Encubação dos ovos.
O tempo da encubação dos ovos é de 13 a 14 dias, contados a partir do fim da postura, ou seja depois de ser colocado o último ovo da postura que pode ser de 3, 4, 5 ou até mesmo 6 ovos.

Os recém-nascidos jogados para fora do ninho.
A eclosão geralmente ocorre pela manhã e é quando o criador encontra 1 ou 2 filhotes fora do ninho, já frios.
Se eles ainda se movem, pode-se aquecê-los com um bafejo antes de retorná-los ao ninho. Porém deve-se ter mais atenção e revê-los sempre, pois correm o risco de serem novamente jogados para fora. Aí surge uma dúvida; foi acidente ou foi acto voluntário? A confirmação do acto voluntário é dada por pequenas feridas produzidas pelo bico do pai que expulsou os filhotes, geralmente causadas numa pata ou asa do filhote. Quando isso acontece, pode-se colocar os filhotes no ninho de um outro casal, onde geralmente são bem acolhidos quando nesse novo ninho existem filhotes de idade semelhante. Se os filhotes são recolocados com a mãe, é conveniente retirar-se o macho. Geralmente o macho é o culpado. Para ele, os filhotes no meio dos ovos não eclodidos são tomados como intrusos ou corpos estranhos que precisam ser retirados. Durante a incubação e na semana subsequente os pais vigiam atentamente a limpeza do ninho. É raro que todos os filhotes sejam expulsos; eles não o são quando fica ainda um ou dois ovos no ninho, após sua eclosão.

O número óptimo de filhotes.
Quando existem muitos filhotes num ninho raramente eles se desenvolvem convenientemente. Frequentemente um fica mais atrasado, seja o último a nascer, seja um mutante. Toda a ninhada pode ter seu desenvolvimento retardado porque os pais não conseguem satisfazer a todos os filhotes. Ao contrário, se a ninhada é de apenas um filhote, ela arrisca ser abandonada pelos pais quando desejam recomeçar uma nova ninhada.
Existe um número óptimo de filhotes. Ele depende das aves. Para os canários e pequenos exóticos é de três filhotes, raramente quatro. Dessa forma tem-se maiores chances de obter-se pássaros grandes. A procura dos filhotes pelo alimento é muito importante para estimular os pais, mas não deve ser excessiva e, por conseguinte, para que todos os filhotes sejam bem nutridos.
É interessante que o criador equilibre as ninhadas, às vezes removendo um ou dois filhotes. Se eles não estiverem anilhados, pode-se marcá-los com um hidrocor. Quando começarem a emplumar fica fácil de identifica-los. Salvo quando houver necessidade, não se deve provocar a saída dos filhotes do ninho. É preciso que saiam por si só. Se forçarmos a saída deles, ficarão mais selvagens, mais tímidos. Ficando mais tempo no ninho, sentem-se mais seguros. É possível que anomalias de comportamento sejam provenientes de uma "má saída" do ninho.

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