1. CONTACTO –> É a primeira fase, que ocorre entre amigos e em exposições, nestas oportunidades dá-se a apreciação do belo, visual e auditivo, dos canários e surge o encantamento o que é natural dada a sensibilidade positiva de que são dotadas as pessoas. Daí, normalmente resulta a aquisição de um casal ou mais.
2. EMPOLGAÇÃO –> É a fase seguinte, que vem num crescendo muito forte, alimentado pela expectativa de realizar, coincide com o período de reprodução e o “novo criador” observa a preparação do ninho pela fêmea, o macho fornecendo-lhe alimentação no bico, a postura, o choco e o nascimento dos filhotes, alguns bons, outros não, mas isto não importa no momento, a euforia fica por conta do facto apenas. Por pouca que seja a qualidade dos descendentes, o simples sentimento de “ter conseguido” é bastante para o principiante. Esta qualidade para ele é uma questão de aprimoramento, de que se vai cuidar depois.
3. CANSAÇO –> Verifica-se este fenómeno no período da muda de penas, quando a única coisa que acontece no canaril é que os pássaros ficam mais feios, o canto cessa e muitas penas terão que ser varridas. Neste ínterim, falta ao estreante o factor “animação”, pois ele só tem pressa e quer ver logo os resultados, pássaros bonitos, ativos e canoros, o que culmina apenas após a mocidade das aves. É o período em que a maioria dos criadores jovens acaba desistindo, indício de que é o momento em que o canaricultor precisa de descanso, gozar férias, viajar, respirar novos ares, etc.
4. REINÍCIO –> O canaricultor está dentro de cada um de nós; às vezes adormece, mas sempre desperta outra vez. E lá se vai o nosso amigo em busca de novos casais para recomeçar sua criação. Até que o estreante aprenda a dar o devido tempo a cada fase, esta agitação será constante, pois, como já dissemos, ele quer resultados imediatos; aos poucos, porém, ele vai dominando esta intranquilidade e vai acomodando o lado racional da atividade à medida que aprende que as regras da natureza precisam de ser respeitadas. Isto o fará tornar-se paciente e observador, levando-o a melhor cuidar de seus canários e, então, começa a colher aqueles resultados antes pretendidos às pressas; ele mesmo, quando amadurecido, entenderá isto perfeitamente. Paciência, dedicação e perseverança são os requisitos essenciais para o criador. O contacto com as sociedades de canaricultura resulta, sem dúvida, na melhor orientação.